Escola segura: curso gratuito para educadores/as ensina prevenção à violência
Até 13 de junho, estão abertas as inscrições para a formação Maria da Penha de Educação em Direitos Humanos nas escolas; o objetivo é capacitar agentes multiplicadores da cultura de paz e igualdade de gênero
Publicado: 27 Maio, 2026 - 09h45
Escrito por: CNTE | Editado por: CNTE
Salas de aula seguras, democráticas e livres de discriminações começam com a formação de um ambiente acolhedor e orientado para a paz. O curso Maria da Penha de Educação em Direitos Humanos nas Escolas, ofertada pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), está com inscrições abertas para capacitar professores/as da rede pública como agentes multiplicadores de uma cultura de paz, igualdade de gênero e prevenção da violência doméstica e familiar.
As aulas são à distância, gratuitas e de abrangência nacional, com duração de seis meses. O curso totaliza 180 horas de carga horária, que garantem emissão de certificado para os participantes com aproveitamento mínimo de 75% e frequência mínima de 75%. Para se inscrever, preencha o formulário neste link até 13 de junho.
“Essa formação para combater a violência em toda a sociedade é muito positiva para professores e professoras. Nós precisamos estar atentos e fortes para defender as mulheres, que sofrem diversos ataques. E essas fatalidades afetam também a família, os filhos órfãos, tem casos que o homem ataca também os parentes da vítima. Esse é um projeto acertado, porque é preciso divulgar a Lei Maria da Penha e cobrar por políticas públicas”, comentou a secretária executiva da CNTE Kátia Cilene Almeida.
O curso é uma parceria entre a Unilab e o Instituto Maria da Penha, com o apoio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC). Leia o edital completo clicando aqui.
São oferecidas 270 vagas — 10 por estado — distribuídas segundo as seguintes proporções: 50% para ampla concorrência; 30% reservadas a candidatos pertencentes a grupos historicamente sub-representados (pessoas negras — pretas e pardas; indígenas; quilombolas; transgêneros e travestis; pessoas com deficiência — PcD); e 20% destinadas a candidatos sem formação comprovada na área de gênero ou educação para os direitos humanos (Profissional Sem Formação — PSF).
Violência nas escolas
Dados da 5ª edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2026) evidenciam a necessidade de ações voltadas para o enfrentamento da violência nas escolas. Realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do MEC, o estudo ouviu estudantes de 13 a 17 anos, das redes públicas (84,3%) e privada (15,7%), do 7° ao 9° ano do Ensino Fundamental e do 1° ao 3° do Ensino Médio.
Para se ter uma ideia do contexto vivenciado nas escolas, 18,5% dos estudantes relataram já ter sido alvo, alguma vez na vida, de toque, manipulação, beijo ou exposição de partes do corpo contra a própria vontade. Essas violências foram mais relatadas pelas meninas: 26,0% afirmaram ter passado por situações de assédio alguma vez na vida, mais que o dobro do observado entre os meninos (10,9%).
Nesse sentido, o curso Maria da Penha aborda a relação entre gênero, educação e políticas públicas, com objetivo de capacitar os/as educadores/as para a aplicação de práticas pedagógicas lúdicas, inclusivas e transformadoras que promovem a equidade e envolvem toda a comunidade na cultura de paz.
Serviço
O que: Curso Maria da Penha de Educação em Direitos Humanos nas Escolas
Público-alvo: professores e professoras da Educação Básica rede pública
Período de Inscrição: 13 de maio a 13 de junho de 2026
Inscreva‑se: Acesse formulário
Com informações do Projeto Maria da Penha: Educação em Direitos Humanos nas Redes de Educação Básica