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Inovação jovem ganha palco no CNE com projetos que reinventam a educação

Vencedores do concurso “Juventude que Muda a Educação Pública” tiveram destaque na programação do Conselho Nacional de Entidades, realizado nos dias 16 e 17 de abril de 2026

Publicado: 17 Abril, 2026 - 11h56 | Última modificação: 17 Abril, 2026 - 12h10

Escrito por: CNTE | Editado por: CNTE

Geovana Albuquerque/CNTE
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Os cinco vencedores da terceira edição do concurso “Juventude que Muda a Educação Pública” da CNTE expuseram para os representantes sindicalistas presentes no Conselho Nacional de Entidades seus projetos pedagógicos inovadores, desenvolvidos em redes públicas municipais e estaduais. Um jovem professor de cada região do país subiu no palco na quinta-feira, 16 de abril.

O coordenador do Coletivo de Juventude da CNTE, Luiz Felipe Krehan, agradeceu à equipe do Coletivo pelos esforços na avaliação dos inscritos. “Eu acho que o nome do concurso representa muito bem o que ele significa. É o jovem que quer mudar a educação pública através da educação, através dos seus projetos”, disse Luiz.

 

Geovana Albuquerque/CNTEGeovana Albuquerque/CNTE

RIO GRANDE DO SUL

A professora Paola Rezende Schettert, de Carazinho (RS)l, foi selecionada pelo projeto “O Campo é Delas: vozes e lutas das mulheres reais”. A iniciativa trabalha com alunas, professoras e profissionais da área técnica para discutir gênero, divisão do trabalho e direitos das mulheres no campo, por meio de pesquisas, entrevistas e produção de narrativas.

“A gente busca valorizar a atuação da mulher dentro da agricultura, sendo que fomos nós que encontramos as primeiras sementes. Representar a região Sul é um privilégio, é um prazer, e eu acho que é muito importante também o educador, com amorosidade, com diálogo, continuar sonhando”, finalizou.

 

AMAPÁ

Geanderson de Matos Ferreira mostrou o projeto “Vozes Rurais”, que valoriza as raízes culturais, a identidade e a diversidade em comunidades rurais de Tartarugalzinho (AP) por meio da transformação de histórias, práticas e conhecimentos locais em livros autorais produzidos pelos alunos. 

“Este é um projeto que visa o fortalecimento no ciclo da alfabetização e o incentivo à leitura e à escrita, que é algo muito importante. Estou muito feliz por estar aqui e espero levar essa experiência vasta para todos os presentes e incentivar outros professores jovens também”, comentou o docente.

 

RIO GRANDE DO NORTE

A vencedora da região Nordeste, de Ceará-Mirim (RN), Larissa França, compartilhou os resultados da iniciativa “Jacumã, Nossa Palavra-Mundo: Diálogo e Conscientização da Juventude na Defesa da História, Cultura e Ambiente Local”. Os alunos tiveram contato direto com moradores da comunidade local para criar materiais didáticos a partir da leitura crítica do território.

“Estar aqui é a realização de um sonho. A gente escreve o projeto com aquela esperança, mas sem acreditar que iria ganhar. O projeto se envolveu na praia, na comunidade trabalhadora, espero que ele continue e se amplie mais”, concluiu.

 

Geovana Albuquerque/CNTEGeovana Albuquerque/CNTE

GOIÁS

Campeã do Centro-Oeste pela segunda vez, a professora Camila Beatriz Faria promoveu formação política no trabalho “Jovem Cidadão”, de Águas Lindas de Goiás (GO). Foram realizadas oficinas formativas, visitas pedagógicas a instituições, como o Congresso Nacional, além da produção autoral de redações e de um projeto de lei apresentado à Câmara Municipal.

Camila viu o concurso como uma chance de motivar mais discussões políticas entre professores e alunos. “Estamos em um ano em que a gente precisa trazer essa política de voto com mais intensidade e eu quis trazer isso, essa responsabilidade de protagonismo para a juventude local goiana”, completou.

 

MINAS GERAIS

A docente Raíza Gomes Araújo de Paulo apresentou a atividade “Mitos, mitologias, religiões, diversidades: nossas vivências e territórios de memória”. Em Contagem (MG), o projeto articulou escolas, famílias e a comunidade, incluindo visitas pedagógicas ao Quilombo dos Arturos, patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais. 

“Eu acredito que apresentar aqui é importante para que a ideia cresça e floresça em outros lugares, que incentive outros sindicatos e outros professores, como a gente já começou a trocar contatos. Podemos criar novas práticas e uma rede de trocas de pessoas que estão dispostas a pensar uma educação que seja de fato diferente, libertadora”, disse Raíza.

 

Novos dados

A presidenta do CNTE, Fátima Silva, apresentou os dados do Censo Escolar de 2025, com observações sobre o estado da formação dos estudantes e condições de trabalho dos funcionários da educação. O informativo com as análises da CNTE sobre o levantamento recente será publicado em breve.

Também foi compartilhado com os participantes do CNE a mais nova edição da revista Retratos da Escola. A versão digital está disponível no site da CNTE.