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[MG] Rede estadual delibera mudança de tática e aprova greve por tempo determinado

Publicado: 20 Março, 2026 - 17h50 | Última modificação: 20 Março, 2026 - 17h56

Escrito por: Sindute/MG | Editado por: CNTE

Sindute/MG
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A assembleia dos trabalhadores em educação da rede pública de Minas Gerais, realizada nesta quarta-feira (18/03), aprovou greve por tempo determinado nos dias 24, 25 e 26 de março.

Além da luta pela recomposição das perdas salariais, a categoria vai manter o foco na denúncia do leilão das escolas estaduais, previsto para o próximo dia 25, na B3, em São Paulo, e no acompanhamento da tramitação do PL do reajuste de 5,4%.

LUTAS UNIFICADAS

A assembleia decidiu ainda por um calendário de lutas unificado que prevê greve de 72 horas nos dias 24, 25 e 26/03; atividades contra o leilão das escolas públicas e pressão na ALMG (24/03). No dia 25/03, juntamente com outras entidades, o Sind-UTE/MG vai realizar ações simultâneas, tais como ato em São Paulo (com representação) e ações em Minas (BH, Montes Claros) para denunciar a privatização.

CONTRA O RETROCESSO

O Sind-UTE/MG avalia que decisão de iniciar a greve no dia 4 de março foi um gesto de coragem da categoria e reafirmou a disposição de luta por direitos e dignidade. “Ao imobilismo, respondemos com organização. À indiferença, com a força da mobilização. Construímos a greve no cotidiano das escolas, enfrentando as contradições de um governo que insiste em negar os problemas de desafios que marcam o cotidiano de educadores e estudantes, nas escolas mineiras”, afirma o Sindicato em nota pública.

AMEAÇAS E PRESSÕES

Segundo a entidade essa postura coletiva é um patrimônio político que precisa ser valorizado, porque mesmo diante de ameaças de cortes e da tentativa de retirar dos(as) trabalhadores(as) sua condição de sobrevivência, a categoria mostrou resistência e denunciou as mazelas que a atingem.

“A intransigência do governo – segue a nota –, evidenciada na única negociação realizada, deixou claro o desrespeito às reivindicações da categoria e a indiferença diante da realidade concreta das escolas.”

Para o Sind-UTE/MG, é nesse contexto que a mobilização e luta da categoria se insere e ganha ainda mais relevância. E propõe desenvolver estratégias diversas que mantenham vivo o diálogo com a sociedade mineira, disputando permanentemente o sentido da educação. “De um lado, um governo que insiste em desmontar a escola pública e precarizar seus profissionais; de outro, nós, que defendemos uma educação fundamentada em políticas de valorização, na garantia de direitos e na afirmação da escola como bem coletivo. Essa disputa é central e exige que a categoria se reconheça como protagonista”, sentencia a nota do Sind-UTE/MG.