[RS] Em Ato Unificado, servidores intensificam pressão por salário digno
Publicado: 07 Maio, 2026 - 09h07 | Última modificação: 07 Maio, 2026 - 09h14
Escrito por: CPERS/RS | Editado por: CNTE
Na manhã desta terça-feira (5), milhares de servidoras(es) públicas(os) do Rio Grande do Sul, de mais de 30 entidades, ocuparam as ruas de Porto Alegre, em um grande Ato Unificado realizado em frente ao Palácio Piratini. A mobilização reuniu educadoras(es) e demais categorias do funcionalismo estadual por valorização salarial e profissional, pelo fim do confisco previdenciário das(os) aposentadas(os) e por justiça para quem sustenta diariamente os serviços públicos no estado.
O Ato foi tomado por denúncias, faixas e manifestações que escancararam a indignação das(os) trabalhadoras(es) diante do governo de Eduardo Leite (PSD), cujas políticas vêm aprofundando a defasagem salarial e atingindo diretamente as condições de vida das(os) servidoras(es).
Entre as principais reivindicações esteve a Revisão Geral dos Salários, com o objetivo de garantir a reposição das perdas inflacionárias acumuladas ao longo dos últimos 12 anos, que têm corroído o poder de compra do funcionalismo. Outro ponto central da mobilização foi a luta pelo fim do desconto previdenciário das(os) aposentadas(os), que atinge profissionais aquelas(es) que dedicaram a vida ao serviço público estadual.
A presidenta do CPERS, Rosane Zan, enfatizou que a unidade entre as diferentes categorias do serviço público é uma resposta necessária aos ataques sistemáticos promovidos pelo governo de Eduardo Leite (PSD). Ela denunciou os impactos concretos dessas políticas na vida das(os) trabalhadoras(es) e apontou o caráter injusto das medidas adotadas:
“Estamos hoje em frente ao Palácio Piratini, construindo uma unidade histórica entre as servidoras e os servidores públicos do RS. O que nos une é a revolta contra o confisco previdenciário e contra um arrocho salarial que se arrasta desde 2014, acumulando perdas inflacionárias e corroendo nossos salários. Estamos falando de um ataque direto à nossa dignidade: o desconto previdenciário é, na prática, um confisco, que desmonta a organização financeira das nossas vidas e penaliza quem sustenta o serviço público todos os dias.”